A falta de objetivos é um mal que afeta os jovens,a fundação britânica Prince’s Trust, afirmou em 2014 que aproximadamente 750 mil jovens não possuem objetivos de vida. Ela conversou com jovens de 16 a 25 anos e 25% afirmaram não estar trabalhando, nos últimos 6 meses, nem estudando. O dado alarmante vem agora, desse grupo, 30% já considerou suicídio e quase 25% já realizou atos contra a saúde física “conscientemente”. Mais do que objetivos profissionais, ter um objetivo ou um foco de vida é uma questão de saúde.

Já para as pessoas inseridas no mercado de trabalho, a desmotivação também vem tomando espaço. Os motivos são diversos, como ter um “chefe” que tem zero habilidades para engajar pessoas, remuneração baixa, empresa com ambiente ruim, etc.. Contudo, o principal motivo de pessoas ( principalmente nascida nos anos 80 e 90 ) estarem saindo de seus empregos é o desalinhamento de propósito com a atividade principal da empresa.

A plataforma de empregos Glassdoor ( Antiga Love Mondays ) comprova a tendência. Em 2018 foi realizado um levantamento com quase 4500 usuários, e a pesquisa revelou que 70% das pessoas empregadas atualmente desejam mudar de trabalho. Outros 6% desejam realizar uma transição de carreira e apenas 24% desejam permanecer onde estão.

O motivo do desejo de mudança? Quase 30% desejam alinhar trabalho e propósito de vida, 28,9% não veem oportunidades de crescimento e dentre outros fatores relevantes, foram citadas: liderança insatisfatória, baixa qualidade de vida no trabalho e ambiente de trabalho ruim.

Infelizmente, nas universidades o cenário se repete. A plataforma de inclusão de estudantes no ensino superior, Quero Bolsa, realizou uma pesquisa com mais de 50 mil brasileiros em 2016. O resultado? A falta de identificação com o curso figura entre os 3 principais motivos de evasão de jovens nas universidades, perdendo apenas para motivos de cunho financeiro.

Mas afinal, o que  quer dizer propósito? Bom, se trata não apenas de um alvo, mas de uma escolha. E só podemos escolher sabiamente, se soubermos nossos objetivos, o que gostamos, e principalmente o que não gostamos , a palavra de ordem é autoconhecimento.

Aos 17~18 anos realmente é difícil afirmar que nos entendemos, estamos passando por um turbilhão de emoções, incertezas e em alguns casos até mesmo a pressão da família para escolher a profissão dos sonhos (seus ou dos pais). Contudo, o que realmente nos ensina a tomar as melhores escolhas, são as experiências.

Chegamos no primeiro semestre cheios de aspirações, “aquele brilho nos olhos” , talvez nem tanta certeza se é o curso que queremos, mas enfim estamos dando um passo à frente. Seguir o caminho de passar na faculdade, estudar, passar nas matérias, formar e conseguir um emprego parece o caminho natural das coisas. Afinal, estudamos para trabalhar e ganhar dinheiro, apenas, certo?

Em partes.. quando nos movemos apenas pelo dinheiro, podemos nos colocar em situações um pouco controversas. Você faria algo que vai contra os seus valores apenas por um bom salário ao final do mês? Essa pergunta é um pouco mais direta, mas nos coloca para pensar. Sempre que algo nos incomoda ,e que claramente está indo contra o que acreditamos, podemos entrar num ciclo sem fim de desmotivação, produtividade baixa e por fim o desligamento da empresa. Pois aqui não faz sentido.

Mais do que dinheiro (afinal todos precisamos pagar as contas) , que tal se fizemos algumas perguntas para descobrir o nosso propósito?

  • Essa atividade me faz feliz?
  • Além de felicidade, qual o impacto posso gerar com isso?
  • O que eu não gosto de fazer?
  • Quem são as pessoas que me inspiram e porque?
  • Se eu precisasse dedicar um tempo à mais para aquela atividade, eu veria apenas como obrigação ou estaria realizando algo que me faz bem?

Voltando às pesquisas, uma foi realizada pela Cia. de Talentos, e apontou que 56% dos jovens entrevistados desejam ter um negócio próprio. O que esse dado nos mostra? A geração de jovens sente que pode render muito mais sendo protagonista e alinhando isso com o próprio propósito.

Dando um exemplo bem simplório, se você odeia doces, você abriria uma loja que vende bolos e cocadas? Não faz nenhum sentido né?

“Ok, mas como fazer isso dentro da faculdade?” Bom, temos uma boa notícia para você, jovem leitor(a), na universidade nós podemos passar por experiências que irão nos nortear, para chegar mais perto da atividade que nos fazem bem. E o melhor, não é necessário encontrar de primeira, todos somos passíveis de erro, e tudo bem com isso. Na Universidade Federal de Ouro Preto, por exemplo , existem diversas atividades: Centros Acadêmicos, Iniciação Científica, Monitoria, Atléticas, Ligas e as nossas favoritas, Empresas Juniores.

Porque gostamos delas, ( além de sermos uma? rs rs ). Pela identificação com propósito. O Movimento Empresa Júnior  tem como objetivo impactar o Brasil. Como? Através da vivência empresarial de jovens, buscando assim jovens capacitados e comprometidos em transformar o ambiente em que vivem. Seja ele um bairro, uma cidade, um estado ou até mesmo o país.  Tudo isso através da conexão com muita gente boa, ou seja, jovens que conhecem outros jovens, aprendem juntos, e assim conseguem “espalhar a palavra e boas ações”.

Nossos membros, por exemplo, tem a oportunidade de ter a vivência empresarial, mas transitando em áreas diversas, sendo elas da Engenharia de Produção, através de projetos. Ou em atividades de cotidiano, elaborando campanhas de marketing, tendo a vivência de vendas, aprendendo a lidar com investimentos e precificação, ou trabalhando com a gestão de tempo e pessoas. O leque é imenso, abrange pessoas diferentes, e com diversos objetivos, mas funciona pois todos trabalham em prol de um objetivo, citado acima.

Trabalhar com um “alvo a ser atingido”  daqui há 3 ou 4 anos  nos torna mais resilientes à adversidades, e principalmente, trás retornos em pequenos atitudes no dia-a-dia, desde acordar mais cedo, estudar mais 1 hora para elevar o coeficiente ou dedicar algumas horinhas a mais para aquele projeto sair do papel. Em resumo, nos faz por a mão na massa e não esperar o momento perfeito.

O caminho não é simples, e encontrar o nosso objetivo não é tarefa fácil. Mas, reflita, se você não der o primeiro passo para sair da inércia e parar em uma função que não te faça feliz, ninguém fará isso por você.

Que tal dar esse passo com a Projet? As inscrições do nosso Processo Seletivo estão em aberto, e se encerram hoje, dia 23 de Agosto, clique aqui para participar 🙂